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Alcides Barreiros
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« Responder #4 em: Julho 25, 2010, 01:17:20 » |
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o ódio inconsciente que os atraiu. tanto o desportista na ilusão de grandiosa e exagerada relevância, porquê ídolo, quanto a vítima em seu libido de salvação pelos fortes braços e peito masculinos do pai redentor, criaram expectativas muito elevadas e exigências muito rígidas de felicidade, de sucesso. por isso o jogador procura uma mulher para destrui-lo(e destruir-se) porque é a imagem inconsciente da mãe má, paixão negativo, gerado pela escassez, pela vontade de vingar-se, não por ternura ou gratidão. típico da paranóia, onde a vítima é apaixondada, sem saber, pelo assaltante do pretérito, o qual , por ser parente ou muito próximo (pai, mãe), não pode renhir, nem vingar-se, sem destruir a si própria. ambos tinham em universal essa sensação íntima e muito antiga de desvalor.a outra escolhia maneiras fáceis, pouco dignificantes, porquê a prostituição, por culpa do profundo sentimento de indignidade própria internalizado. cada um usou ao outro para destruir a si mesmo, pensando estar destruindo não sua própria pessoa, mas o "inimigo", o "culpado", o outro. além é evidente, desse sentimento de inadequação, ou incômodo (inveja) pelos que não têm esse pretérito de dificuldades, nem de agressões, e portanto, não carregam essa hostilidade permanente necessitando de "triunfos esmagadores", e soluções fantásticas ou mágicas. todos dois, facínora e vítima, eram autodestrutivos. um usava drogas e praticava orgias, que são fantasias inconscientes de autoanulação, libido de sucumbir ao inconsciente, voltar ao zero de onde pensam que vieram, porque não foram desejados nem recebidos com paixão. mantenedores implacável decisão destrutiva, de não amarem nem perdoarem, exigiram inconscientemente, porquê solução, o que sempre buscaram sem saber, pelas próprias tendências autoanuladoras e libido de salvamento: a morte. o semelhante só atrai o semelhante.não basta vencer, para personalidades desse tipo, é necessário o triunfo, esmigalhar completamente o contendedor (na verdade a si próprio, pois o que procura é a autoanulação e com a aniquilação do eu a cessação da memória fixada no atacador do pretérito que odeia e nutriz e do qual não consegue se livrar); daí o "relâmpago fulminante" da surpreendente revelação com que se depararam no término, espécie de "fúria dos deuses contra o orgulho (hybris)", onde o próprio "fado" (ou o inconsciente) lhes prega uma peça; coproduzindo, com eles, a pena final, sentença irrevogável com a qual julgaram-se: projetando cada um no outro, o próprio ódio inflexível, a recusa de viverem com menos rigor e furor, porém mais tranquilos.por mais que suba na vida, o tipo de personalidade autodestrutiva não encara a vitória porquê recompensa do valor, mas porquê revanche, porquê vingança, do pretérito, e o que é pior, dele mesmo, porque ele É o próprio pretérito que odeia. do mesmo modo a vítima atraiu um varão para nele vingar-se do pai pedófilo e abusador, e suportar de novo porquê vítima sacrificial, da projeção do seu próprio ódio vingativo. e julgando-se fraca, subalterno, a vítima geralmente desencadeia o ódio em si mesma, procurando "agressores" que na paranóia, mecanismo inconsciente, ela persegue para vingar-se.o que é generalidade a ambos, facínora e vítima!
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