|
Fortunata Viljon
|
 |
« Responder #1 em: Agosto 28, 2007, 01:20:21 » |
|
Sistemas de poda. mas, podem ser agrupados em poda curta (cordão esporonado), poda longa (vara) e mista (vara e esporão). a poda é considerada curta quando o esporão tem até três gemas francas (geralmente duas), longa quando as varas tem mais de quatro gemas (geralmente de seis a dez) e mista quando permanecem esporões e varas na mesma vegetal. há grande versatilidade de sistemas de poda, em função da cultivar, clima, solo e porta-enxerto. as mudas fracas devem ser podadas a duas gemas. 2e). as mudas que não foram despontadas, mas que apresentam vigor suficiente, são podadas na profundidade da estrutura de sustentação. É importante manter uniformidade no desenvolvimento das mudas, pois videiras com diferentes idades dificultam o manejo e os tratos culturais do vinhedo. a poda de formação consiste em podar os futuros braços das videiras deixando no supremo seis gemas (fig. sendo a poda mista e o sistema de meio o latada, deixam-se de 5 a 6 varas (6 a 8 gemas por vara) e de 10 a 12 esporões (2 gemas por esporão) por vegetal; mas se o sistema for o espaldeira, deixam-se 2 varas, uma para cada lado do fio de sustentação da produção, e 3 ou 4 esporões por vegetal. em função do número de gemas deixadas na videira a poda pode ser rica, média ou pobre. o equilízelo entre a segmento vegetativa e a produtiva pode ser expresso pela relação peso fresco do fruto/peso da poda. existe uma fardo ótima para cada vegetal, dependendo das condições existentes. um vinhedo equilibrado apresenta valores entre 5 e 10. se a quantidade de gemas for menor daquela que a vegetal exigir, os brotos serão muito vigorosos, possuirá maior número de ladrões e, eventualmente, surgirão problemas com a floração; caso a quantidade de gemas for exagerada, resultará numa produção excessiva de frutos que debilitará a vegetal. uma poda é considerada rica quando permanecem mais de 120000 gemas por hectare e pobre, quando esta quantidade é de 50000 a 60000 gemas por hectare. nas regiões expostas a geadas tardias poda-se tarde, quando as gemas das extremidades dos sarmentos já estão brotadas; nos climas temperados, durante o inverno; e podam-se tarde as videiras vigorosas e cedo, as fracas. a poda é feita durante o período de repouso da videira, isto é, desde a queda das folhas até pouco antes do início da brotação. as podas excessivamente precoces ou demasiadamente tardias são debilitantes para a videira e retardam a brotação. a idade depende de vários fatores, entre os quais a cultivar, tamanho do vinhedo, topografia do terreno (riscos de geadas tardias), disponibilidade de mão-de-obra qualificada, concorrência com outras atividades na propriedade, umidade do solo e objetivos da produção (indústria, mesa). nos sistemas em que se adotar a meio em um braço, o ramo principal não será despontado, devendo ser transportado junto ao tutor e quando perceber o primeiro fio da estrutura será desviado e transportado no sentido desejado. 2c), para expelir a dominância apical e estimular a brotação e o desenvolvimento das feminelas; os brotos das últimas duas feminelas são conduzidos no arame, mediante caboções no sentido da risca de plantio, um para cada lado (fig. 2b); quando esse rebento inferir a estrutura da latada ou o primeiro fio da espaldeira, será despontado tapume de 10 cm subordinado desta (fig. esses brotos serão os futuros braços da videira. 2d). caso eles tiverem o vigor suficiente, poderão ser novamente despontados. o mesmo poderá ser despontado quando entender a videira seguinte. na serra gaúcha, adotam-se os seguintes procedimentos: o novedio de maior vigor do enxerto ou da muda (fig. a formação da vegetal deve ser muito planejada e posta em prática no início da brotação. 2a) é orientado mediante sucessivas caboções junto ao tutor (fig. nos sistemas que adotam a poda longa (somente varas), seleciona-se porquê vara a brotação do sarmento do ano anterior mais próxima da base. a função da vara é a frutificar. o esporão desempenha duas funções na poda, ou seja, frutificar e produção de sarmento para a futura poda. os elementos da poda são o esporão e a vara. quando adotada a poda mista, sua função principal é a produção de sarmentos. Tipos de poda. há quatro tipos de poda da videira: implantação, formação, frutificar e renovação, realizadas em função da idade da videira. as mudas importadas e de alguns viveiristas nacionais apresentam o enxerto protegido por uma categoria de cera e geralmente são plantadas sem podar a segmento aérea. consiste no encurtamento das raízes que se quebraram durante o transporte e na poda do enxerto a duas ou três gemas.poda de implantação: efetuada na muda, antes do plantio. por esses cortes se infiltra a chuva da chuva, que pode provocar a rescisão e a necrose do tecido caso não sejam adequadamente protegidos até que se forme a cicatriz que os isola dos agentes externos. quando o galanteio for realizado no tronco ou nos braços da videira, geralmente ocorre a morte dos tecidos subjacentes à troço do galanteio se esses forem efetuados rasos. É importante deixar um pouco de madeira, a qual contribuirá para melhorar a cicatrização. Elementos da poda. a poda tardia, geralmente apresenta as seguintes vantagens: a brotação tardia é mais uniforme; há menor incidência de antracnose e menor verosimilhança de danos por geadas; propicia maior produtividade do vinhedo; e a temperatura é mais adequada para o desenvolvimento dos tecidos e órgãos da videira.poda de formação: tem por finalidade dar a forma adequada à vegetal, de combinação com o sistema de sustentação adotado. normalmente, a poda de formação é concluída até o terceiro ano. a poda de formação adequada proporciona maior facilidade para a realização da poda de frutificar. Localização dos cortes de poda. desde o plantio da muda ou da enxertia é importante que ocorra um bom desenvolvimento da dimensão foliar e, conseqüentemente, do sistema radicular. por isso, toda a vegetação da vegetal deve ser mantida em boas condições. no caso de possuir urgência de renovação de troço da vegetal no sistema latada, deve-se deixar varas contendo um patente número de gemas, determinado principalmente pela posição do esporão que deu origem a essa vara em relação aos fios de sustentação da ramagem, que serão utilizadas para substituir as partes comprometidas (braços ou cordões) da videira. geralmente poda-se logo supra da última gema que se quer deixar, a termo de que permaneça uma pequena porção da medula. o namoro deve ser em chanfro, com a troço mais comprida do lado da última gema. os cortes nas varas e esporões não devem deixar a medula exposta, pois pode ocorrer acúmulo de chuva da chuva e a ingresso de insetos e fungos parasitas da videira. Época da poda.
|